Energia solar em Mato Grosso
Cuiabá tem condições extremamente favoráveis para o emprego intensivo de energia solar térmica, mas hoje é Belo Horizonte quem ostenta o título de capital solar do Brasil. Chama a atenção a inclusão de "energia solar" como atributo do imóvel nos classificados de Belo Horizonte.
A explicação é que a disponibilidade de energia solar alavanca a venda e é por lá uma exigência de mercado, tal o reconhecimento das vantagens dessa instalação. O emprego de aquecimento solar naquela capital, em proporções muito acima daquelas de outras cidades do Brasil ou da América Latina, é resultado de um trabalho pioneiro da Cemig em divulgação, em incentivos e até em assistência técnica.
O Grupo Rede, com atuação em Mato Grosso e outros estados, pode ter também papel relevante na difusão da energia solar nas suas áreas de concessão. E poderá ganhar com isso: primeiro melhorando o perfil diário de sua carga, ao reduzir um consumo típico de ponta; segundo, cumprindo a obrigação legal relacionada com o uso de fontes alternativas de energia.
É paradoxal uma empresa de energia elétrica incentivando o uso da energia solar, no lugar daquela que ela tem à venda. O motivo é o elevado consumo de energia em aquecimento para banho, entre 17 e 21 horas. Neste intervalo, chamado horário de ponta, a energia é mais cara e em muitos casos indisponível.
A demanda de ponta define as necessidades de investimento em geração, transmissão e distribuição. Cada chuveiro ligado neste horário (média de 4 kW na meia estação) tem atrás um investimento de 24 mil reais para supri-lo. Se a concessionária subsidiasse cada residência com 4 mil reais para energia solar seria ainda para ela um bom negócio. Nos EUA este tipo de incentivo já é comum e são pioneiras algumas concessionárias privadas da Califórnia e do Havaí, os mercados com maior índice de crescimento e com menor disponibilidade de fontes de energia limpa.
O título de Capital Solar do Brasil ainda é reforçado pelo fato de estarem em Belo Horizonte as instalações do Green Solar, da PUC/MG. Trata-se de laboratórios onde se desenvolvem pesquisas de ponta na área de energia solar e trabalhos de ensaio para etiquetagem de qualidade de componentes de aquecimento solar.
Estas instalações receberam subsídios e incentivos do Inmetro (Ministério de Ciências e Tecnologia), do Procel (Eletrobrás) e da Cemig. O Green Solar tem também o único sol artificial (simulador solar) da América Latina e um dos sete do mundo, o que vai trazer grandes benefícios à indústria nacional de energia solar.
Na frente institucional, a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) vem conquistando terreno na promoção da legislação, a nível municipal, para tornar obrigatória a viabilização da energia solar nos projetos de casas, condomínios, hotéis e outros.
A última cidade a promulgar esta legislação foi nada menos do que São Paulo. Vem ainda a favor desta onda a conscientização pelo que é bom para o meio ambiente, a preocupação com o aquecimento global, o esgotamento das fontes de energia limpa, enfim a conservação de energia. Estão com a palavra os prefeitos e vereadores recentemente eleitos.
Fonte: A Gazeta-MT
A explicação é que a disponibilidade de energia solar alavanca a venda e é por lá uma exigência de mercado, tal o reconhecimento das vantagens dessa instalação. O emprego de aquecimento solar naquela capital, em proporções muito acima daquelas de outras cidades do Brasil ou da América Latina, é resultado de um trabalho pioneiro da Cemig em divulgação, em incentivos e até em assistência técnica.
O Grupo Rede, com atuação em Mato Grosso e outros estados, pode ter também papel relevante na difusão da energia solar nas suas áreas de concessão. E poderá ganhar com isso: primeiro melhorando o perfil diário de sua carga, ao reduzir um consumo típico de ponta; segundo, cumprindo a obrigação legal relacionada com o uso de fontes alternativas de energia.
É paradoxal uma empresa de energia elétrica incentivando o uso da energia solar, no lugar daquela que ela tem à venda. O motivo é o elevado consumo de energia em aquecimento para banho, entre 17 e 21 horas. Neste intervalo, chamado horário de ponta, a energia é mais cara e em muitos casos indisponível.
A demanda de ponta define as necessidades de investimento em geração, transmissão e distribuição. Cada chuveiro ligado neste horário (média de 4 kW na meia estação) tem atrás um investimento de 24 mil reais para supri-lo. Se a concessionária subsidiasse cada residência com 4 mil reais para energia solar seria ainda para ela um bom negócio. Nos EUA este tipo de incentivo já é comum e são pioneiras algumas concessionárias privadas da Califórnia e do Havaí, os mercados com maior índice de crescimento e com menor disponibilidade de fontes de energia limpa.
O título de Capital Solar do Brasil ainda é reforçado pelo fato de estarem em Belo Horizonte as instalações do Green Solar, da PUC/MG. Trata-se de laboratórios onde se desenvolvem pesquisas de ponta na área de energia solar e trabalhos de ensaio para etiquetagem de qualidade de componentes de aquecimento solar.
Estas instalações receberam subsídios e incentivos do Inmetro (Ministério de Ciências e Tecnologia), do Procel (Eletrobrás) e da Cemig. O Green Solar tem também o único sol artificial (simulador solar) da América Latina e um dos sete do mundo, o que vai trazer grandes benefícios à indústria nacional de energia solar.
Na frente institucional, a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) vem conquistando terreno na promoção da legislação, a nível municipal, para tornar obrigatória a viabilização da energia solar nos projetos de casas, condomínios, hotéis e outros.
A última cidade a promulgar esta legislação foi nada menos do que São Paulo. Vem ainda a favor desta onda a conscientização pelo que é bom para o meio ambiente, a preocupação com o aquecimento global, o esgotamento das fontes de energia limpa, enfim a conservação de energia. Estão com a palavra os prefeitos e vereadores recentemente eleitos.
Fonte: A Gazeta-MT

