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Eike Batista se associa a empresa chinesa para explorar energia solar
A MPX, subsidiária de energia do grupo EBX, de Eike Batista, fechou parceria com a chinesa Yingli Solar para a construção de uma fábrica de painéis solares no Porto do Açu, norte do estado do Rio de Janeiro. Batista estima que a operação comercial terá início em 2009, com um projeto piloto de uma unidade que deve produzir anualmente uma quantidade de painéis capazes de gerar 50 MW de energia.

De acordo com o executivo, a empresa chinesa entrará com a operação e a manutenção dos painéis, enquanto à MPX caberá a disponibilização de locais para instalar fazendas solares. A meta do empresário é que, em 2015, a MPX gere 1000 MW a partir de energia solar, com custo estimado de no máximo US$ 100 por MW por hora. Atualmente, segundo Batista, a energia solar tem custo de US$ 240 por MWh em média, bem acima dos cerca de US$ 70 por MWh das usinas termelétricas.

A companhia chinesa que está se associando à MPX tem a expectativa de produzir este ano 300 MW de energia a partir dos painéis solares que fabrica e opera em todo o mundo, passando a 600 MW em 2009 e 1000 MW em 2010. A Yingli Solar está presente na Ásia e na Europa e agora inaugura as atividades no Brasil, por meio da associação com a MPX.

Nossa expectativa é chegar a 2015 produzindo, a partir de energia solar, o que os chineses esperam produzir em 2010. Só não conseguiremos chegar aos 1000 MW em 2015 se formos muito ruins, comparou Eike, que não descartou a hipótese de que a geração solar possa funcionar como contrapartida ambiental para outros projetos da MPX.

Batista comentou ainda a alteração societária da empresa, anunciada ao mercado na terça-feira, que significou o aumento da participação de acionistas minoritários em projetos tocados pela MPX Energia. O empresário repassou a esses acionistas os 30% do capital que detinha em duas subsidiárias da própria MPX - a MPX Porto do Açu e a MPX Energía de Chile.

Batista explicou que, no lançamento das ações da MPX no mercado, em dezembro de 2007, a expectativa dos controladores era de valorização de 20% ao ano até 2018, mas a crise nos mercados americanos abalou essas perspectivas no curto prazo. O mundo se reajustou por questão de força maior. Achei correto transferir ativos para os acionistas, dando uma chance de começar da estaca zero. Batista disse que esses ativos valem entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão. Sei que foi um gesto diferente, mas eles foram generosos quando nos deram uma chance de longo prazo.

Batista transferiu para a MPX Energia a participação de 30% que a Centennial Asset, controlada integralmente por ele, possui naquelas duas subsidiárias. Dessa forma, a MPX Energia passará a ter 100% das empresas. Como Batista possui 70% das ações ON da MPX Energia, na verdade ele só abrirá mão de 9% de participação no projeto, já que os 21% restantes continuarão sendo dele indiretamente.


Fonte: Valor Online

21/02/2008
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