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Local é igual a Global
“Iniciar um programa ambiental parece ser uma boa ideia. Mas, se você for um prefeito tentando reduzir as emissões dos gases de efeito estufa, por onde começar? Como saber medir os níveis atuais?”, provocou a revista Newsweek, em sua edição sobre Liderança e Meio Ambiente. “É aí que uma organização denominada Iclei – Governos Locais pela Sustentabilidade pode ajudar.”
Foi assim que a publicação americana destacou, em 2007, quando da divulgação das reportagens especiais, a importância de ter no Iclei um parceiro da gestão municipal.  Criado em 1990 durante uma assembleia geral das Nações Unidas, o Iclei começou a representar os governos locais nas discussões internacionais – uma iniciativa histórica porque esse tipo de representatividade simplesmente não existia. Desde então sua tarefa tem sido a de fomentar ações locais de modo a encontrar soluções globais. Papo de ativista verde? Longe disso. À frente de 1200 governos locais em 70 países, o trabalho dessa associação democrática tem se revelado bastante útil para a gestão municipal alinhada com o planeta sustentável.

Em São Paulo, onde mantém aberto um escritório de projetos, o Iclei tem a Prefeitura como integrante do seu Comitê Executivo Global há seis anos. Preto no branco, a parceira existe e vem rendendo frutos, caso do Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS), cujo foco de trabalho nas mudanças climáticas relacionadas à saúde acabou por originar uma lei em vigor, a Política Municipal de Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo (2007-2009). “Trata-se de um grande marco no cenário brasileiro, com São Paulo se tornando o primeiro município a ter uma política dessa natureza, a adotar metas voluntárias da emissão de gases”, destaca a diretora regional Florence Karine Laloë. Política que já rendeu “filhotes”, a propósito, caso da criação do Comitê Municipal de Mudanças Climáticas e Ecoeconomia, comitê que trabalha entre secretarias e conta com a participação da sociedade civil exatamente para incrementar o que está previsto na lei.

Com esse escopo de atuação, o Iclei só poderia festejar o SP 2040.“O plano é muito importante para a cidade”, opina Florence. “Ele vem contribuindo para repensar a questão social, a mobilidade, o que fazer com as áreas urbanas contaminadas etc. – e São Paulo precisa muito desse repensar a longo prazo!” Perfeitamente alinhado com os eixos estratégicos do plano, aliás, é o projeto “Integration”, do qual o Iclei é parceiro. Coordenado pela cidade alemã de Stuttgart e com a participação de seis cidades da América Latina (São Paulo, entre elas), tem o objetivo de recuperar áreas urbanas degradadas e em alguns casos contaminadas, pensando em sua inserção na malha urbana. “Em São Paulo, a opção foi trabalhar com a região da Operação Urbana da Móoca-Vila Carioca, área de galpões industriais que podem ter seus terrenos contaminados”, conta a assistente de projetos Sophie Picarelli sobre o trabalho em andamento desde 2008 “O desafio é fazer o levantamento da área de 600 hectares, conseguir localizar a contaminação e pensar em sua reintegração urbana.” O projeto, que tem o envolvimento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, será finalizado este ano. Mas atenção: assim como o nome em inglês sugere, o projeto Integration também está preocupado com a inclusão social, explorando a infraestrutura já existente de modo a criar oportunidades de emprego e moradia. “O interesse é explorar o conceito de cidade compacta”, sintetiza Sophia.

Texto de Marion Frank para o site SP2040
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