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Começa a I Cúpula Amazônica de Governos Locais
Foto de Divulgação

Acesse aqui o site oficial da Cúpula


A I Cúpula Amazônica de Governos Locais teve início nesta quarta-feira, 7 de outubro, e vai discutir, entre outros assuntos, a preservação e o desenvolvimento sustentável da Floresta. Um dos tópicos debatidos serão as divergências do desenvolvimento econômico conectado à necessidade de preservação ambiental. O encontro ocorre até o dia 10. 

O painel Instrumentos econômicos para a proteção da Amazônia: a experiência do Pólo Industrial de Manaus (PIM) será apresentada nesta quinta-feira, 8, pelo pós-doutor em Economia Ambiental, Alexandre Rivas. Segundo ele, a Cúpula é uma grande oportunidade para colocar as pautas locais na agenda internacional.

Para a Confederação Nacional de Municípios (CNM), promotora do evento em parceria com a Prefeitura de Manaus e a Associação Amazonense de Municípios (AAM), os diversos painéis e palestras apresentados vão auxiliar os participantes para abranger melhor os mecanismos do evento.

A diminuição do desmatamento na Amazônia, defendida por Rivas para que a Floresta não perca riqueza natural ou valor econômico, deve-se ao PIM. “Mas os benefícios vão para todo o Brasil e resto do mundo”, alerta.


Carta de Manaus

As propostas que incluem a Amazônia nas negociações de mudanças climáticas globais vão originar a Carta de Manaus – que poderá ser apresentada em Copenhague, durante a 15º Conferência Climática das Nações Unidas em Copenhague (COP 15), na Dinamarca.
Painel sobre mudanças climáticas abre segundo dia da Cúpula
O painel Mudanças Climáticas, a Amazônia e suas Cidades abriu o segundo dia de atividades da I Cúpula Amazônica de Governos Locais nesta quinta-feira, 08 de outubro. Os palestrantes foram o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Niro Higuchi, e o professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Henrique Pereira.

“As mudanças climáticas globais podem e vão afetar o Brasil e, principalmente, os Municípios. Tudo começa e termina nos Municípios. Por isso, precisamos começar a agir localmente”, afirmou Higuchi. O painel foi moderado pela coordenadora de projetos na área de mudanças climáticas do Iclei (Governos Locais para a Sustentabilidade), Florence Laloe.

Sobre as catástrofes naturais que tem atingido os Municípios brasileiros e o mundo nos últimos anos, Higuchi mostrou reportagens de jornais que ilustram a diversidade destes eventos naturais em todo o planeta. Desde as chuvas no Norte e Nordeste do Brasil, à estiagem na região Sul, incêndios na Califórnia e neve em Bagdá, por exemplo.

“Diante de tantas catástrofes, os Municípios precisam conhecer as suas vulnerabilidades. Os gestores precisam entender, por exemplo, qual a intensidade dos ventos na região onde os Municípios se localizam e saber como construir moradias resistentes”, alertou Higuchi.

Ainda de acordo com o pesquisador, não é possível evitar estas catástrofes, mas é viável prever adaptações para minimizar o impacto destes efeitos nos Municípios, papel que deve ser desempenhado pelos prefeitos.

Conselhos

Entre as dicas do pesquisador para os gestores locais, ele disse que os Municípios devem trabalhar pela redução do desmatamento, pela arborização dos Municípios e pelo incentivo à biodiversidade. “Não vai haver biodiversidade se não existir Floresta em pé”, concluiu Higuchi.

Henrique Pereira também falou sobre as oportunidades para as governanças ambientais locais no enfrentamento das mudanças climáticas.

Fonte: CNM - Confederação Nacional de Municípios
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