Relatório das Atividades da COP 15 - LOUNGE e Defesa dos Governos Locais

- Plenária da COP15, edifício Bella Center, Copenhague, Dinamarca
A Conferência sobre Mudança do Clima da ONU (COP15), em Copenhague, em Dezembro de 2009, foi um passo crucial em um processo de dois anos dos governos locais nas negociações internacionais sobre o clima. Um evento sem precedentes, que contou com a participação de mais de 1200 representantes de governos locais para defender o seu reconhecimento como atores-chave na luta contra as mudanças climáticas. Reunimos os resultados dessas ações em dois relatórios pertinentes, que você encontrará nos links abaixo.
Esta forte representação dos governos locais foi facilitada pelo fato de que estes tinham sua própria base de atuação dentro do local da Conferência: o LOUNGE dos Governos Locais pelo Clima, um espaço de encontro localizado junto aos escritórios das delegações dos governos nacionais. O LOUNGE contou com mais de 70 eventos, incluindo reuniões de nível ministerial-prefeito, entrevistas de alto nível, painéis regional-nacional e workshops, assessoria de imprensa e relatórios diários.
O ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade gostaria de agradecer a todos os Governos Locais e organizações por sua contribuição para o LOUNGE dos Governos Locais pelo Clima e por fazer das atividades dos governos locais na COP15 uma história de sucesso. Gostaríamos também de agradecer a todos os participantes e convidados, que tornaram possível o LOUNGE e todas as atividades relacionadas. Muito obrigado pela sua contribuição para a visibilidade dos esforços de militância dos governos locais na COP15.
É lamentável que as restrições de acesso ao local da COP15, na segunda semana, tenha resultado na longa espera em filas do lado de fora ou mesmo no impedimento do acesso ao local. O número de problemas que as restrições de acesso causaram aos delegados dos GL foi plenamente reconhecido, e os esforços feitos pelos delegados em assistir e participar da COP15, apesar destas dificuldades, são muito apreciados.
Com isto, gostaríamos de chamar a atenção para dois relatórios sobre as atividades do LOUNGE e dos esforços de militância nos últimos dois anos (ambos estão em inglês):
Relatório das atividades de Militância e do LOUNGE dos Governos Locais pelo Clima durante a COP15
Antes, durante e após COP15 - Um Relatório ICLEI
Para outras informações, visite o site em inglês: www.iclei.org/cop15
Esta forte representação dos governos locais foi facilitada pelo fato de que estes tinham sua própria base de atuação dentro do local da Conferência: o LOUNGE dos Governos Locais pelo Clima, um espaço de encontro localizado junto aos escritórios das delegações dos governos nacionais. O LOUNGE contou com mais de 70 eventos, incluindo reuniões de nível ministerial-prefeito, entrevistas de alto nível, painéis regional-nacional e workshops, assessoria de imprensa e relatórios diários.
O ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade gostaria de agradecer a todos os Governos Locais e organizações por sua contribuição para o LOUNGE dos Governos Locais pelo Clima e por fazer das atividades dos governos locais na COP15 uma história de sucesso. Gostaríamos também de agradecer a todos os participantes e convidados, que tornaram possível o LOUNGE e todas as atividades relacionadas. Muito obrigado pela sua contribuição para a visibilidade dos esforços de militância dos governos locais na COP15.
É lamentável que as restrições de acesso ao local da COP15, na segunda semana, tenha resultado na longa espera em filas do lado de fora ou mesmo no impedimento do acesso ao local. O número de problemas que as restrições de acesso causaram aos delegados dos GL foi plenamente reconhecido, e os esforços feitos pelos delegados em assistir e participar da COP15, apesar destas dificuldades, são muito apreciados.
Com isto, gostaríamos de chamar a atenção para dois relatórios sobre as atividades do LOUNGE e dos esforços de militância nos últimos dois anos (ambos estão em inglês):
Relatório das atividades de Militância e do LOUNGE dos Governos Locais pelo Clima durante a COP15
Antes, durante e após COP15 - Um Relatório ICLEI
Para outras informações, visite o site em inglês: www.iclei.org/cop15
Um Longo Caminho até Copenhague
A recente Conferência do Clima realizada em Copenhague (COP15) não atingiu os objetivos aguardados por toda a população mundial. O mundo esperava que os governos nacionais chegassem a um acordo formal que definiria as políticas de combate às mudanças climáticas após 2012. Porém, os países não lograram chegar a um acordo comum e o planeta continua esperando resultados e ações práticas dos governos nacionais para mitigar os danos causados pelo aquecimento global [Leia Mais].
15ª Conferência das Partes - Copenhague 2009
Em 2007, durante a 13ª Conferência das Partes, as Partes signatárias da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima comprometeram-se com o Plano de Ação de Bali e através deste documento aceitaram as condições para as negociações que ocorrerão na 15ª Conferência das Partes, em Copenhagen, sobre o texto do novo acordo climático que substituirá o Protocolo de Quioto.
Paralelamente à Conferência das Partes, o ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade, as Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU), Metropolis, o C40 – Cidades do Grupo de Liderança em Clima, e o Conselho Mundial de Prefeitos para Mudanças Climáticas (WMCCC), em conjunção com suas associações regionais e nacionais, redes e parceiros, estabeleceram, em Bali seu próprio Mapa do Caminho dos Governos Locais pelo Clima.
Esta consciência da necessidade de uma ação rápida é fruto dos dados alarmantes apresentados no último relatório do IPCC. Ao mesmo tempo, as nações percebem que as negociações de 2009 podem representar a última chance de se conseguir um acordo pelo clima que seja eficaz. Para tanto, tal acordo deve ser aprovado e ratificado a tempo de entrar em vigor logo que o primeiro período de compromissos do Protocolo de Quioto se expire, o que ocorrerá no ano de 2012.
A história da UNFCCC prova que os países podem avançar rapidamente e em conjunto para combater as mudanças climáticas causadas pelo homem. Uma parceria nacional-local pode trazer muitos benefícios para a efetividade do acordo pós 2012. A esperança de nações, governos locais e demais grupos de interesse é de que a 15ª Conferência em Copenhague seja um sucesso, resultando em um acordo global forte, ambicioso e abrangente.
A atuação dos governos locais na COP 15 - Conferência do Clima da ONU em Copenhague (7-18 Dezembro de 2009)
Mensagem dos Governos Locais na COP15
1. Nós pedimos um acordo global forte, abrangente e que reconheça o papel e as experiências de governos locais em matéria de clima e
• impulsionamos todas as Partes a abraçar o objetivo de 2°C e a adotar compromissos de redução de emissões individuais o que, coletivamente, levará à estabilização das emissões globais até 2015, e a reduzir as emissões de GEE em 85% em relação aos níveis de 1990 até 2050;
• impulsionamos as Partes países desenvolvidos a assumir maior responsabilidade, comprometendo-se com meta de redução de emissões de GEE de 40%, tendo como base os níveis de 1990 até 2020, como recomendado no 4º Relatório de Avaliação do IPCC;
• estamos conscientes de que, em 2030, dois terços da humanidade viverá em centros urbanos, onde atualmente mais de 73% de toda a energia é consumida. Por conseguinte, os governos locais são fundamentais para a transformação para uma economia de energia sustentável;
• solicitamos que o novo acordo climático faça referência formal e obrigatória aos governos locais e regionais como parceiros na concepção e implementação de atividades de mitigação e adaptação;
• solicitamos que as condições estruturais que possibilitam ações, tais como responsabilidades legais, marcos regulatórios, capacidades e recursos financeiros, sejam dadas às cidades e governos locais para que eles possam exercer plenamente o seu potencial de redução de CO2 e atividades de adaptação.
2. Solicitamos que os países desenvolvidos se comprometam com metas ambiciosas de redução das emissões de gases de efeito
• e notamos que, atualmente, as promessas feitas pelas Partes países desenvolvidos (Anexo I do Protocolo de Quioto) em seus compromissos individuais ou conjuntos de redução das emissões de GEE para o período pós-2012, continuam a ser coletivamente muito abaixo das recomendações de 40% até 2020;
• portanto, impulsionamos todas as Partes do Anexo I do Protocolo de Quioto a adotar, nacional e internacionalmente, novas metas de redução legalmente vinculantes;
• apelamos para que as Partes do Anexo I do Protocolo de Quioto reconheçam que milhares de cidades e governos locais de seus países estão comprometidos com metas ambiciosas de redução de emissões para 2020, 2030 e 2050, publicadas em www.climate-catalogue.org. Esses governos locais podem, assim, ajudar os governos nacionais a cumprir com sucesso os compromissos internacionais vinculativos para o período pós-2012.
3. Apoiamos e solicitamos medidas nacionais adequadas também nos países em desenvolvimento e
• impulsionamos todas as Partes para que reconheçam que as cidades e governos locais são os seus principais parceiros no planejamento, execução e acompanhamento de Ações Nacionais Apropriadas para Mitigação (ANAM), considerando que existam condições estruturais que possibilitem estas ações;
• impulsinamos todas as Partes para reconhecer que estratégias e ações subnacionais, a participação efetiva das comunidades locais e povos indígenas, bem como a participação de todas as partes interessadas são essenciais na redução das emissões por desmatamento e degradação florestal em países em desenvolvimento.
4. Solicitamos condições estruturais que facilitem ações de adaptação local e
• afirmamos que os governos locais podem desempenhar um papel significativo na concepção e implementação do desenvolvimento urbano de clima resiliente e amigável, enquanto cumpre suas funções de infra-estrutura e prestação de serviços.
· impulsionamos todas as Partes a concordarem que o quadro/programa abrangente de adaptação previsto e o financiamento subseqüente, fornecimento de capacidades e tecnologia, em particular aos países em desenvolvimento, irão dar suporte especial às ações de adaptação locais.
· impulsionamos as Partes países em desenvolvimento a garantir que a implementação do seu quadro/ programa de adaptação envolva todas as partes interessadas, em todos os níveis.
5. Pedimos um aumento considerável de fluxos financeiros – públicos e de mercado, para os países em desenvolvimento para atividades de adaptação, mitigação, redução do desmatamento, tecnologia e capacitação e
• impulionamos todas as Partes a garantir que os mecanismos internacionais de apoio financeiro, tanto públicos como privados, facilitem ambientes propícios para investimentos em adaptação, mitigação, transferência de tecnologia e capacitação, a nível local e sub-nacional nos países em desenvolvimento.
• solicitamos a melhoria e maior facilidade no acesso dos governos locais aos mecanismos financeiros (internacionais) para mitigação e adaptação (fundos).
6. Pedimos a melhoria do acesso à melhor tecnologia disponível, para cumprir as nossas tarefas locais e a capacitação necessária e
• impulsionamos todas as Partes a disponibilizarem tecnologia e reforçarem a capacitação para dos governos locais de países em desenvolvimento através de meios adequados.
Ação Local Pelo Clima
Reduções efetivas de emissões podem ser alcançadas através da utilização eficiente de energia em edifícios, na iluminação pública, no trânsito, tratamento adequado de água e esgoto, introdução de energias renováveis, gestão sustentável dos resíduos sólidos, compras públicas sustentáveis, promoção do transporte público e campanhas de conscientização pública.
Permitir aos cidadãos que mudem de estilo de vida no sentido da produção e consumo sustentável estão entre as medidas e políticas mais eficazes e rápidas que as cidades e governos locais podem implementar para a reduzir emissão de gases de efeito estufa.
Além disso, essas ações beneficiam o rendimento líquido social, econômico e ambiental. A fim de que governos locais acelerem a redução de emissão de gases de efeito estufa, os governos nacionais devem pos estruturas e condições adequadas, tanto aos países desenvolvidos como aos países em desenvolvimento.
Equipe do “Mapa do Caminho dos Governos Locais”
ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade
Na COP 15: climate-lounge@iclei.org
Para notícias diárias, visite: www.iclei.org/cop15
1. Nós pedimos um acordo global forte, abrangente e que reconheça o papel e as experiências de governos locais em matéria de clima e
• impulsionamos todas as Partes a abraçar o objetivo de 2°C e a adotar compromissos de redução de emissões individuais o que, coletivamente, levará à estabilização das emissões globais até 2015, e a reduzir as emissões de GEE em 85% em relação aos níveis de 1990 até 2050;
• impulsionamos as Partes países desenvolvidos a assumir maior responsabilidade, comprometendo-se com meta de redução de emissões de GEE de 40%, tendo como base os níveis de 1990 até 2020, como recomendado no 4º Relatório de Avaliação do IPCC;
• estamos conscientes de que, em 2030, dois terços da humanidade viverá em centros urbanos, onde atualmente mais de 73% de toda a energia é consumida. Por conseguinte, os governos locais são fundamentais para a transformação para uma economia de energia sustentável;
• solicitamos que o novo acordo climático faça referência formal e obrigatória aos governos locais e regionais como parceiros na concepção e implementação de atividades de mitigação e adaptação;
• solicitamos que as condições estruturais que possibilitam ações, tais como responsabilidades legais, marcos regulatórios, capacidades e recursos financeiros, sejam dadas às cidades e governos locais para que eles possam exercer plenamente o seu potencial de redução de CO2 e atividades de adaptação.
2. Solicitamos que os países desenvolvidos se comprometam com metas ambiciosas de redução das emissões de gases de efeito
• e notamos que, atualmente, as promessas feitas pelas Partes países desenvolvidos (Anexo I do Protocolo de Quioto) em seus compromissos individuais ou conjuntos de redução das emissões de GEE para o período pós-2012, continuam a ser coletivamente muito abaixo das recomendações de 40% até 2020;
• portanto, impulsionamos todas as Partes do Anexo I do Protocolo de Quioto a adotar, nacional e internacionalmente, novas metas de redução legalmente vinculantes;
• apelamos para que as Partes do Anexo I do Protocolo de Quioto reconheçam que milhares de cidades e governos locais de seus países estão comprometidos com metas ambiciosas de redução de emissões para 2020, 2030 e 2050, publicadas em www.climate-catalogue.org. Esses governos locais podem, assim, ajudar os governos nacionais a cumprir com sucesso os compromissos internacionais vinculativos para o período pós-2012.
3. Apoiamos e solicitamos medidas nacionais adequadas também nos países em desenvolvimento e
• impulsionamos todas as Partes para que reconheçam que as cidades e governos locais são os seus principais parceiros no planejamento, execução e acompanhamento de Ações Nacionais Apropriadas para Mitigação (ANAM), considerando que existam condições estruturais que possibilitem estas ações;
• impulsinamos todas as Partes para reconhecer que estratégias e ações subnacionais, a participação efetiva das comunidades locais e povos indígenas, bem como a participação de todas as partes interessadas são essenciais na redução das emissões por desmatamento e degradação florestal em países em desenvolvimento.
4. Solicitamos condições estruturais que facilitem ações de adaptação local e
• afirmamos que os governos locais podem desempenhar um papel significativo na concepção e implementação do desenvolvimento urbano de clima resiliente e amigável, enquanto cumpre suas funções de infra-estrutura e prestação de serviços.
· impulsionamos todas as Partes a concordarem que o quadro/programa abrangente de adaptação previsto e o financiamento subseqüente, fornecimento de capacidades e tecnologia, em particular aos países em desenvolvimento, irão dar suporte especial às ações de adaptação locais.
· impulsionamos as Partes países em desenvolvimento a garantir que a implementação do seu quadro/ programa de adaptação envolva todas as partes interessadas, em todos os níveis.
5. Pedimos um aumento considerável de fluxos financeiros – públicos e de mercado, para os países em desenvolvimento para atividades de adaptação, mitigação, redução do desmatamento, tecnologia e capacitação e
• impulionamos todas as Partes a garantir que os mecanismos internacionais de apoio financeiro, tanto públicos como privados, facilitem ambientes propícios para investimentos em adaptação, mitigação, transferência de tecnologia e capacitação, a nível local e sub-nacional nos países em desenvolvimento.
• solicitamos a melhoria e maior facilidade no acesso dos governos locais aos mecanismos financeiros (internacionais) para mitigação e adaptação (fundos).
6. Pedimos a melhoria do acesso à melhor tecnologia disponível, para cumprir as nossas tarefas locais e a capacitação necessária e
• impulsionamos todas as Partes a disponibilizarem tecnologia e reforçarem a capacitação para dos governos locais de países em desenvolvimento através de meios adequados.
Ação Local Pelo Clima
Reduções efetivas de emissões podem ser alcançadas através da utilização eficiente de energia em edifícios, na iluminação pública, no trânsito, tratamento adequado de água e esgoto, introdução de energias renováveis, gestão sustentável dos resíduos sólidos, compras públicas sustentáveis, promoção do transporte público e campanhas de conscientização pública.
Permitir aos cidadãos que mudem de estilo de vida no sentido da produção e consumo sustentável estão entre as medidas e políticas mais eficazes e rápidas que as cidades e governos locais podem implementar para a reduzir emissão de gases de efeito estufa.
Além disso, essas ações beneficiam o rendimento líquido social, econômico e ambiental. A fim de que governos locais acelerem a redução de emissão de gases de efeito estufa, os governos nacionais devem pos estruturas e condições adequadas, tanto aos países desenvolvidos como aos países em desenvolvimento.
- Mais de 1.300 representantes de governos locais estão presentes em Copenhague e atuam como "Embaixadores dos Governos Locais".
- Eles levantam duas demandas principais:
- A adoção de um acordo climático internacional forte e abrangente,
- A inclusão de uma referência formal à governos locais como parceiros nas ações pelo clima, a qual seria base para melhorar as condições institucionais e financeiras para a ação local pelo clima.
- Sob a liderança do ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade, um processo único de dois anos de defesa culmina em Copenhague. Em muitas reuniões com os governos nacionais temos explicado por que o nível local de governo é fundamental para combater as mudanças climáticas e por que nós, como governos locais, estamos oferecendo parceria para as nações (partes da UNFCCC).
- Os governos nacionais só serão capazes de cumprir suas metas nacionais de redução se obterem forte apoio no nível local. Ações de mitigação e adaptação devem ser incorporadas na governança local, antes de serem consideradas simplesmente nas perspectivas de energia e clima.
- Uma vez que as cidades são responsáveis por 73% das emissões de CO2, áreas urbanas bem planejadas e bem administradas são parte importante da solução.
Equipe do “Mapa do Caminho dos Governos Locais”
ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade
Na COP 15: climate-lounge@iclei.org
Para notícias diárias, visite: www.iclei.org/cop15
Cidades levantam suas vozes quando as nações se reúnem na Cúpula pelo Clima em Copenhague
Copenhague, sexta-feira, 4 dezembro, 2009 - Cidades e governos locais de todo o mundo devem ser reconhecidos como parceiros dos governos nacionais na luta contra as mudanças climáticas, defendeu o ICLEI-Governos Locais pela Sustentabilidade, às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que ocorrerá em Copenhague durante as próximas duas semanas.
“O fracasso não é uma opção: os cidadãos do mundo, através das suas cidades e governos locais, representando mais de metade da população do mundo estão pedindo urgentemente um novo regime climático global forte e abrangente", disse o presidente do ICLEI, David Cadman, antes de sair de Vancouver, no Canadá, para participar junto aos 1200 representantes de cidades nas negociações da ONU. "Precisamos de uma colaboração internacional que reconheça os papéis e responsabilidades de cada nível de governo e de cada cidadão como essencial para alcançar um clima global no futuro resiliente e de baixo carbono"
A mensagem Cadman está no coração de um processo único de dois anos, através do qual cidades e governos locais de todo o mundo se organizaram em um projeto chamado O Mapa do Caminho dos Governos Locais pelo Clima.
"Durante as negociações nós devemos assumir a oportunidade de ser tornar parceiros na luta contra as mudanças climáticas e de reconhecer a eficiência das cidades", disse também Bertrand Delanoë, prefeito de Paris e presidente da CGLU. E acrescentou "os acordos podem e devem ser alcançados em Copenhague com base numa maior justiça social na organização das relações internacionais. Copenhague deve ser um momento de coragem, solidariedade financeira e mudança nas relações entre as nações".
As cidades representam apenas cinco por cento da superfície do planeta, mas comportam metade da população mundial e consomem 73 por cento da energia do mundo.
As promessas feitas pelos países industrializados de metas individuais ou conjuntas de redução de emissões de GEE para um período pós-2012 permanecem, coletivamente, muito abaixo das recomendações científicas de especialistas. No entanto, centenas de cidades e governos locais pertencentes a estes Estados industriais estão comprometidas com metas ambiciosas de redução de emissões até 2020, 2030 e 2050.
Desde 1990, as ações locais voluntárias pelo clima mostraram que uma quantidade considerável de redução das emissões pode ser conseguida em construções, transportes, resíduos, energia e no planejamento de áreas urbanas. Cidades e governos locais podem, assim, apoiar com sucesso os governos nacionais no cumprimento de seus compromissos internacionais vinculativos para o período pós-2012. Em países desenvolvidos e em desenvolvimento, as cidades e os governos locais estão demonstrando continuamente sua capacidade para a ação de combate às mudanças climáticas, através da criação de soluções abrangentes e trabalhando de maneira inovadora com o vento, água e energia solar, com a gestão de resíduos, reciclagem, transporte e construção.
Para mais informações:
www.iclei.org/climate-roadmap/media
www.cities-localgovernments.org
Contatos em Copenhagen
Michael Kessler,
Assessoria de Imprensa do Mapa do Caminho dos Governos Locais pelo Clima
Celular: +45 503 79 555
E-mail: mkessler@ya.com; mickessler188@gmail.com
Gino Van Begin,
Secretário-Geral Executivo do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade
Celular: +45 503 79 777
E-mail: climate-roadmap@iclei.org
Ronan Dantec,
Vice-Prefeito de Nantes, CGLU Grupo de Negociação Climática
Celular: + 33 671906097
E-mail: info@cities-localgovernments.org
climate-roadmap/cop15
“O fracasso não é uma opção: os cidadãos do mundo, através das suas cidades e governos locais, representando mais de metade da população do mundo estão pedindo urgentemente um novo regime climático global forte e abrangente", disse o presidente do ICLEI, David Cadman, antes de sair de Vancouver, no Canadá, para participar junto aos 1200 representantes de cidades nas negociações da ONU. "Precisamos de uma colaboração internacional que reconheça os papéis e responsabilidades de cada nível de governo e de cada cidadão como essencial para alcançar um clima global no futuro resiliente e de baixo carbono"
A mensagem Cadman está no coração de um processo único de dois anos, através do qual cidades e governos locais de todo o mundo se organizaram em um projeto chamado O Mapa do Caminho dos Governos Locais pelo Clima.
"Durante as negociações nós devemos assumir a oportunidade de ser tornar parceiros na luta contra as mudanças climáticas e de reconhecer a eficiência das cidades", disse também Bertrand Delanoë, prefeito de Paris e presidente da CGLU. E acrescentou "os acordos podem e devem ser alcançados em Copenhague com base numa maior justiça social na organização das relações internacionais. Copenhague deve ser um momento de coragem, solidariedade financeira e mudança nas relações entre as nações".
As cidades representam apenas cinco por cento da superfície do planeta, mas comportam metade da população mundial e consomem 73 por cento da energia do mundo.
As promessas feitas pelos países industrializados de metas individuais ou conjuntas de redução de emissões de GEE para um período pós-2012 permanecem, coletivamente, muito abaixo das recomendações científicas de especialistas. No entanto, centenas de cidades e governos locais pertencentes a estes Estados industriais estão comprometidas com metas ambiciosas de redução de emissões até 2020, 2030 e 2050.
Desde 1990, as ações locais voluntárias pelo clima mostraram que uma quantidade considerável de redução das emissões pode ser conseguida em construções, transportes, resíduos, energia e no planejamento de áreas urbanas. Cidades e governos locais podem, assim, apoiar com sucesso os governos nacionais no cumprimento de seus compromissos internacionais vinculativos para o período pós-2012. Em países desenvolvidos e em desenvolvimento, as cidades e os governos locais estão demonstrando continuamente sua capacidade para a ação de combate às mudanças climáticas, através da criação de soluções abrangentes e trabalhando de maneira inovadora com o vento, água e energia solar, com a gestão de resíduos, reciclagem, transporte e construção.
Para mais informações:
www.iclei.org/climate-roadmap/media
www.cities-localgovernments.org
Contatos em Copenhagen
Michael Kessler,
Assessoria de Imprensa do Mapa do Caminho dos Governos Locais pelo Clima
Celular: +45 503 79 555
E-mail: mkessler@ya.com; mickessler188@gmail.com
Gino Van Begin,
Secretário-Geral Executivo do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade
Celular: +45 503 79 777
E-mail: climate-roadmap@iclei.org
Ronan Dantec,
Vice-Prefeito de Nantes, CGLU Grupo de Negociação Climática
Celular: + 33 671906097
E-mail: info@cities-localgovernments.org
climate-roadmap/cop15
LOUNGE dos Governos Locais
Os olhos do mundo todo estarão voltados para Copenhague em dezembro de 2009, com a esperança de que um novo acordo climático global seja adotado para o período pós 2012, na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
O LOUNGE de Governos Locais pelo Clima foi concebido para tornar-se o espaço de encontro dos GL e suas associações durante COP 15, em Copenhague, proporcionando uma base única de defesa do papel dos governos locais no combate às mudanças climáticas globais, facilitando o diálogo e interação dos GL com seus governos nacionais, com governos de outras nações, com demais governos locais, ONGs e imprensa internacional.
O LOUNGE dará suporte aos governos locais no trabalho de defesa da inclusão e fortalecimento de referências expressas a Governos Locais no texto do novo Acordo Climático. Este trabalho vem sendo realizado nos eventos preparatórios para a Conferência das Partes e hoje mais de 100 referências a governos locais constam no texto em negociação. Durante as duas semanas de Conferência, os líderes locais participantes poderão convidar os representantes dos governos nacionais para irem ao LOUNGE dos Governos Locais pelo Clima para discutir o texto do acordo climático em negociação e sua implementação.
Ao garantir a presença de líderes locais durante as duas semanas de negociações internacionais o LOUNGE de Governos Locais pelo Clima proporcionará uma oportunidade estratégica inovadora para o reconhecimento e fortalecimento do papel dos governos locais no combate às mudanças climáticas globais.
Programação do LOUNGE
A COP 15 já começou e, juntamente, as atividades do LOUNGE dos Governos Locais pelo Clima. A defesa do Governos Locais pelo seu reconhecimento e sua inclusão no acordo climático pós-2012 será o principal objetivo das atividades do LOUNGE, além de oferecer um amplo suporte aos participantes de GL no evento. Confira aqui a programação completa em inglês.
3220 Metas Climáticas para a Presidência Dinamarquesa da COP
Cidades de todo o mundo estabeleceram metas concretas e ambiciosas para reduzirem as suas emissões de CO2. Estas metas foram coletadas no "Catálogo de Copenhague pelo Clima ", que foi entregue pelo presidente do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade David Cadman e pelo prefeito de Copenhague para o Meio Ambiente Klaus Bondam, à recém - nomeada Ministra do Clima e Energia Lykke Friisis. Clique aqui para saber mais.
Encontros organizados pelo ICLEI na COP 15 debatem as ações pelo clima de Mato Grosso, no espaço LOUNGE
O estado do Mato Grosso apresentará dia 14 no LOUNGE do ICLEI, suas atividades para a proteção do clima e da floresta na Amazônia e uma proposta para um projeto-piloto de REDD envolvendo vários atores na região Nordeste do estado. No dia 15 de dezembro, o estado apresentará os esforços e programas para promover a sustentabilidade nos setores de agricultura, pecuária e extração de madeira. Clique aqui para saber mais.
Defesa dos Governos Locais na COP 15
Gino Van Begin, Secretário-Geral Adjunto do ICLEI fala sobre o primeiro dia da defesa dos Governos Locais na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima em Copenhague. O ICLEI estará no local durante as duas semanas para defender o reconhecimento do papel dos Governos Locais no novo acordo climático global. Clique aqui para assistir ao video.
Texto Final deve ter referência a Governos Locais
Desde a elaboração do texto do Plano de Ação de Bali, em 2007, até antes de começar a COP, um documento com mais de 180 páginas – que reunia todas as propostas de todos os países em relação ao que deveria ser acordado no final da COP15 – continha mais de cem citações que reconheciam a importância dos governos locais para a implementação das ações nacionais de redução de emissões. Isso também graças ao trabalho desenvolvido a instituições como ICLEI, UCLG, Metropolis, C40 e WMCCC. Agora, no pequeno texto que deve sair de Copenhague – com cerca de dez páginas, especula-se – há apenas uma citação às cidades e estados, mas Laura Valente, do ICLEI, considera que o fato é uma vitória. Confira aqui o que ela diz no vídeo direto de Copenhague.





