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Politécnica organiza curso para preparar profissionais em construção sustentável
A Escola Politécnica, da Universidade de São Paulo - USP, realiza, no período de 21 de julho a 22 de dezembro de 2009, o curso de aperfeiçoamento “Construção Sustentável – Teoria & Prática”, com aulas às terças e quintas-feiras, das 13h00 às 17h00, num total de 180 horas. São 40 vagas destinadas a engenheiros, arquitetos e outros profissionais de empresas públicas e privadas, que atuam na área de construção e operação de edificações e negócios imobiliários.

As inscrições para o curso, que poderão ser feitas no site http://www.poli.usp.br/construcao.sustentavel/index.html, estarão abertas até o dia 8 de julho próximo. As vagas serão preenchidas por avaliação de currículo. Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail construcao.sustentavel@poli.usp.br.

O objetivo do curso é preparar profissionais qualificados para aplicar conceitos de construção sustentável, com pleno domínio dos procedimentos técnicos e econômicos para a formatação de empreendimentos com reduzido impacto sobre o meio ambiente.

O programa do curso prevê as seguintes disciplinas: Gestão sustentável da água, Fundamentos da construção sustentável, Seleção de local, impactos urbanos e sociais, Canteiro Sustentável, Materiais, durabilidade e sustentabilidade, Emprego sustentável de energia nos edifícios, Análise do desempenho econômico da construção sustentável, Gestão de Edifícios, Sistemas Prediais e Manutenção e Trabalho de conclusão.


Novos conceitos

A formação de tais profissionais é fundamental para impor mudanças no setor da construção civil, complementando ações do Governo do Estado como o CADMADEIRA - Cadastro de Comerciantes de Madeiras no Estado de São Paulo, Protocolo da Construção Sustentável e outras, implementadas pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente - SMA.

Para Casemiro Tércio de Carvalho, coordenador de Planejamento Ambiental da SMA, é preciso mudar o comportamento da cadeia produtiva, privilegiando os projetos sustentáveis que impliquem menor movimentação de terra, preservação de áreas verdes e uso racional de insumos como energia e água.

“O Estado é um grande empreendedor, tocando obras como escolas, hospitais, presídios, rodovias e outras, que devem atender a novos parâmetros aplicando conhecimentos atualizados de construção sustentável”, explicou. Um exemplo é a construção de presídios que, a partir de mapeamentos de uso e ocupação do solo, deverão se instalar em áreas de pasto, reflorestamento e cana-de-açúcar.

Segundo o coordenador, os custos de uma obra sustentável variam de 3% a até 10% mais do que os de uma obra convencional. No entanto, a economia de energia elétrica e água, obtida com a aplicação de conceitos sustentáveis, compensa o investimento, cujo retorno se dá em poucos anos.

Os dados do setor revelam que a operação de edifícios no Brasil é responsável por cerca de 18% do consumo total de energia do país e por cerca de 45% do consumo de energia elétrica, com tendência de crescimento. Além disso, os edifícios brasileiros gastam 21% da água consumida no país. Outro dado preocupante é o volume de resíduos da construção e demolição que chega a 450 kg/hab/ano totalizando cerca de 80 milhões de toneladas por ano.

Estudos apontam ainda para os problemas representados pela geração de gases de efeito estufa na cadeia produtiva do setor, impactos sobre os regimes de drenagem do solo, lixiviação de substâncias tóxicas comprometendo o lençol freático e outros.

Texto: Newton Miura
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